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A acidez do mergulho (Parte VIII)...

por Tomates e Grelos, em 27.05.15

Os dias longos e quentes convidavam para uma ida à praia e, apesar de a água do mar ainda estar a temperaturas que mais faziam lembrar o Inverno que há pouco terminara, eram os exames finais que impediam os ansiados dias à beira-mar, mas nem tudo estava perdido, afinal de contas, as férias de Verão estavam aí mesmo à porta. Por aqueles dias, nada mais entrava na cabeça de Mariana a não ser a respectiva matéria do próximo exame, isto apesar dos amigos menos recomendáveis a estarem constantemente a tentar desviar. O Dr. Figueiredo bem os afastava com ameaças de caçadeira mas, as hormonas, naquela idade, falam bem mais alto do que ameaças de morte de pais zelosos. Não era a o zelo do pai que mantinha os rapazes afastados mas sim a capacidade de Mariana saber o que é melhor para si e aí, todo o mérito vai não só para o Dr. Figueiredo como a D.ª Maria sua mãe, que tinham feito um bom trabalho ao educá-la.

De um dia para o outro, o Verão chegou, não no calendário oficial mas, no calendário dos estudantes de liceu. Nem acreditava que no ano seguinte iria para a faculdade. Como o tempo voa. Finalmente ia atingir a maioridade. Sabia o que isso implicava, mais liberdade mas mais responsabilidade. Não se esquivava de nenhuma. Com o fim das aulas, o início da sua época balnear. O Pedro ligou lá para casa a perguntar-lhe se ela ia à praia.

Havia quem por aquela altura já tivesse telemóvel mas, os pais de Mariana acharam que era demasiado cedo e dispendioso. Desconfiavam também daquela tecnologia da qual se sabia tão pouco em Portugal, embora existisse há quase uma década. No entanto ponderavam oferecer-lhe um antes de ela ir para a Universidade, afinal sempre ajudava a que ela pudesse ajuda, se algum bandido a seguisse ou assim.

Mariana confirmou a ida à praia e Pedro ofereceu-se para a ir buscar.

Pedro era um ano mais velho e já tinha carro. Aos olhos do Dr. Mário Figueiredo, uma verdadeira ameaça à castidade da sua filha. Essa ameaça não era de todo descabida, o Dr. Mário sabia perfeitamente os perigos que um homem mais velho pode apresentar. Ele próprio se tinha feito valer de todas as armas ao seu dispor para conquistar a D. Maria. Pedro era alto, praticava basquetebol, apresentava uma tez morena e um cabelo cor de avelã. Sabia falar e era parvo como todos os outros rapazes, pensava ela mas, havia uma atracção, um querer saber mais. Filho de um casal com posses, era já universitário, um atractivo suplementar.

A campainha tocou. Era ele.

 

- Chegaste cedo! Espera só um bocadinho que eu já venho.
- OK.
- Senta-te, eu não demoro.

 

Pedro não se fez de rogado e encaminhou-se para a sala, onde se acomodou no sofá. Ele e Mariana já tinham trocado uns beijinhos e uns apalpões mas era a primeira vez que entrava em casa dela. Não era ostensiva, poder-se-ia até dizer que era modesta mas era espaçosa e tinha um toque de bom gosto. Via-se que não era uma casa de alguém pobre, era até do mesmo nível que Pedro.

 

- Estou pronta! Vamos?
- Estás toda gira nesta foto.
- Qual foto?

 

Pedro segurava uma foto de Mariana de férias no Algarve, ao lado do irmão. Tinha o cabelo aclarado pelo sol e a pele obviamente bronzeada. O biquíni em branco e vermelho realçava-lhe as curvas ainda a terminarem de formar.

Mariana acerca-se para confirmar a fotografia.

 

- Ainda não me cumprimentaste...
- Parvo.

 

Quando ela se aproxima para o beijar, Pedro assoma-a a si e beija-a. Surpreendida pelo movimento, apoia-se no peito dele. O beijo é log, demorado, quase apaixonado, se isso pode existir conscientemente em tal idade. Aquela mão nas costas dela dava-lhe uma sensação de conforto. O corpo dele era tonificado e isso mexia com ela. Era, há já alguns anos, uma mulher e o sentimento de curiosidade sexual vinha a aumentar, como era normal. Ele, apressado, não perde tempo e desce as mão até ao rabo dela. Mariana, normalmente mais contida, costuma dar-lhe sinais que não passa dali mas, hoje, não os emite. Pedro começa a caminhar, até estarem junto ao sofá. Rodam sobre si mesmos e ele senta-se. Ela segue-o e, com uma perna para cada lado, senta-se de frente ao seu colo. Os beijos prolongam-se e intensificam-se. Pedro apressa-se a tira-lhe o top, que esconde o biquíni por baixo. Ela deixa. Ele beija-lhe e peito e ela afaga-lhe os cabelos. Com a pressa de quem tem a vida toda pela frente, ele tira-lha a parte superior do biquíni. Os jovens seios são firmes mas tenros, em forma de pêra, bonitos, centrados com um mamilo rosado, leve, hirto. Era a primeira vez que Pedro os via e acredita que nunca tinha visto algo tão bonito na vida. Mariana, por sua vez, sente um arrepio inesperado e desconhecido quando a boca dele lhes toca. Ao mesmo tempo, uma protuberância lhe surge dentro dos calções, bem junto ao sexo dela. É a vez dela. Tira-lhe a camisola e acaricia-lhe o peito, definido, delineado.

 

- Vamos para o meu quarto...

 

Levanta-se, pega-lhe numa mão e leva-o até à sua cama. Era uma cama de menina, apesar de a maior parte dos peluches já não fazerem parte da cama e das bonecas terem sido arrumadas no sótão. Ela deita-se e ele deita-se por cima. O sexo hirto dele é perceptível nos calções de banho. Pedro ergue-se e recua apenas o suficiente para lhe tirar a parte inferior do biquíni. Ela ajuda-o, com as pernas, seguindo os movimentos que ele necessita para que consumem um acto que marcará para sempre a vida de ambos. Talvez mais a dela, do que a dele mas, com certeza, a de ambos. Ele aproveita que está de joelhos e baixa os calções. É a primeira vez que Mariana vê um pénis ao vivo. Claro que já tinha visto fugazmente na televisão num daqueles programas que dava depois da meia-noite, naquele novo canal tão moderno e liberal. Pedro volta a colocar-se em cima dela e o seu sexo toca o dela. É inexplicável a sensação se sentir um sexo feminino molhado. Sente-se mais duro do que alguma vez esteve de todas as vezes que se masturbou ou em que se envolveu com Mariana ou outra qualquer rapariga. Ela ajeita-se, levantando a mini-saia que ainda trazia e abrindo as pernas. Ele força-se para dentro dela e ela geme.

 

- Devagar...

 

A medo, Pedro volta a insistir. Mais um gemido. Mais um avanço, mais um gemido. Pedro não se consegue conter e tenta ir cada vez mais fundo. Mariana continua a gemer. Na sua cabeça, não está claro se é dor, se é prazer. É dor, de certeza mas, de certeza que também é prazer. É uma sensação totalmente nova, estranha. Pedro, por seu lado, só pensa em chegar ao âmago de Mariana e lá vai forçando a sua entrada, em movimentos cada vez mais longos mas também repetidos. De repente, a sensação de ter chegado a fim, como se a última barreira se tivesse transposto. Outro gemido. Nada o faz parar agora. Num ápice, Pedro atinge o ponto de não retorno. Felizmente que um momento de lucidez se faz na cabeça de Mariana que se chega para trás. Pedro vem-se na colcha. A virgindade faz parte do passado.

 

 

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