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Internacionalização (parte 4)...

por Tomates e Grelos, em 18.12.12

Após uma primeira batalha que deixou a minha principal arma fora de combate, tive de recorrer a outro tipo de arsenal para combater a batalha seguinte, que teve o condão de reavivar o armamento perdido. Empunhei o meu canhão e, sem dar tréguas ou benevolência ao inimigo, parti para o derradeiro confronto. Apontei a arma ao inimigo, que ainda recuperava da batalha anterior, e ataquei-o de surpresa.

 

 

O ataque surpresa não tinha sido antecipado e surtiu o efeito desejado. O inimigo não estava preparado, mas o seu sexo sim. De uma só vez, numa longa e lenta estocada, o meu sexo invadiu o dela, aferindo os resultados do seu ainda fresco orgasmo. Um gemido de surpresa e prazer ecoou no quarto. Que prazer é penetrar uma coninha encharcada em orgasmo. Que delícia ser acolhido por aquele sexo, tão descontraído quanto apertado. Rapidamente o meu inimigo se tornou meu parceiro, abraçando-me com as suas pernas, puxando-me para dentro de si. A batalha passou a dança e bailávamos de forma sincronizada. Uma dança de paz, onde cooperávamos em vez de competirmos. Após o tango, estilo conjunto onde ambos tínhamos de estar perfeitamente sintonizados em cada movimento, passámos para um onde a liderança era minha. Ela desfez o nó dado com os pés nas minhas costas e eu empurrei-lhe as pernas para trás, deixando-a mais exposta e indo ainda mais fundo.

 

 

Percebi que estávamos em sintonia e no mesmo passo, ainda que agora me competisse a mim garantir que o ritmo era o correcto. Aumentei o passo, num cavalgante foxtrot que tanto fazia gemer a minha parceira como me excitava sobejamente. Nenhum de nós parecia interessado em prolongar o momento. A dança fluía naturalmente e terminaria da mesma forma. Como que a querer antecipar esse momento, o nosso bailado é floreado com um dedo em movimentos circulares num clitóris inchado e saliente. Eu dirigia a dança mas ela fazia questão de dar o seu toque. Os sucessivos gemidos eram cada vez mais frequentes, denunciando a chegada do culminar da nossa actuação. Um longo "Ahhhhhhhhh" foi tudo o que precisei de ouvir para juntar o meu próprio, num último passo, sincronizado como se quer numa dança.

 

 

Após duas duas batalhas e uma dança de reconciliação, era tempo dos guerreiros acabarem com o baile e recuperarem forças. Votámo-nos ao abandono. Dois inimigos, cúmplices, descansavam agora juntos. Conscientes de que estes eram momentos irrepetíveis.

 

 

O amanhecer chegou cedo demais. Queríamos ter o poder de controlar o tempo. Somos pessoas de negócios, não de magia. Um novo dia invadiu-nos de realidade. Jamais nos voltaríamos a encontrar! O vaticínio revelou-se correcto até aos dias de hoje. Não por falta de vontade mas por força das circunstâncias. É certo que mantemos o contacto. É certo que ansiamos por outra noite que, a concretizar-se, nunca terá o poder que esta teve. Ainda assim, como diz a música: I rather hurt than to feel nothing at all.

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publicado às 23:48


Internacionalização (parte 3)...

por Tomates e Grelos, em 17.12.12

Precisava de encontrar uma arma secreta, algo que me permitisse ter vantagem. A mesma vantagem que ela tinha ao olhar-me nos olhos enquanto demonstrava todo o seu conhecimento na arte de desarmar um homem.

- "Já sei!", pensei eu.

- "Vou privá-la de um dos seus sentidos.", decidi.

- "Isso dar-me-á vantagem.", antevi.

Procurei rapidamente algo que servisse o meu propósito. O cachecol que tinha deixado nas costas da cadeira era a arma perfeita. Avancei com o meu plano e coloquei-lhe a venda improvisada. Foi perceptível a surpresa dela. Estava no caminho certo para a vitória. Esta batalha seria minha.

 

 

Comecei por deitá-la. Colocá-la à minha mercê. Fazia questão de a torturar tanto ou mais do que ela tinha feito a mim. Afastei-lhe as pernas e elevei-as. Estava ao meu dispor.

 

 

O meu primeiro ataque foi deslizar os meus dedos pela seu sexo molhado e aberto. Estava deveras excitada. Senti-a estremecer ao aperceber-se do meu inesperado toque. Fiz o mesmo no seu peito. Fazia questão de me movimentar silenciosamente para que não pudesse antecipar o golpe seguinte. Senti o interior das suas coxas. Ferviam. Deslizei até sentir o seu suco nos meus dedos. Assim que estavam bem melosos, levei-os aos seus lábios. Ela recebeu-os com gulodice, abrindo os lábios e sugando o seu próprio néctar avidamente.

 

 

Era altura de trocar de arma. Na calha estava agora a boca.

Usei especificamente a língua, numa simples passagem pelos seus lábios, com gosto e perfume de sexo feminino. O próximo alvo a abater era um dos seios, começando por baixo, subindo depois até ao mamilo, onde me demorei mais um pouco, com movimentos verticais, sentido-o endurecer à medida que o estimulava.

 

 

Continuei a minha demanda para sul, determinado em tomar o monte de Vénus. Era depilado e macio, como eu gosto. Tinha primeiro de assegurar o perímetro, antes de entrar. Assim o fiz. Com leves movimentos linguais, segui para sudoeste do monte, mesmo junto à virilha. Os seus arrepios eram um incentivo. Continuei para sul, até chegar à fronteira entre o sexo e o botão de rosa. Demorei-me mais um pouco. Não porque fosse mais difícil de tomar, mas sim para tornar a vitória final mais fácil. Como estava a gostar daquela batalha. Era tempo de fechar o círculo. Faltava-me conquistar o lado direito, antes de atacar o centro com toda a artilharia disponível.

 

 

Assegurado o perímetro, era tempo de atacar o principal baluarte. Aquele sexo seria meu e sentiria-o a latejar na minha boca. Lambi-o de baixo para cima, num movimento único. Sento o seu saber na minha boca. Voltei a fazê-lo. Voltou a estremecer. Ah como é bom saber que aquela mulher, orgulhosa no prazer que infligia, estava agora a deliciar-se com o prazer que eu lhe infligia. Mas isso não era satisfação suficiente para mim. Tinha de a deixar nua, descontrolada, desprotegida.

Espalhei todo o seu suco pelo clitóris, descendo até ao ânus, lubrificando toda a área. Aquela mistura de sensações estava a produzir o efeito desejado. Ela contorcia-se de prazer e era tempo de ir até ao fim.

Com as pernas bem abertas e o sexo bem exposto, dei algumas estocadas com a língua, penetrando-a. Leves gemidos soltaram-se. A vitória estava perto.

 

 

Iniciei o assalto final, molhando um dedo na sua coninha e deslizando-o até chegar ao botão de rosa, que prontamente arrombei. Os leves gemidos deram lugar a leves gritos de prazer. Com toda a minha boca, abracei o seu sexo, a língua bem dentro dela, enquanto o meu dedo foi até onde pôde. Os seus quadris mexiam-se freneticamente. Era tempo do golpe fatal. Parei! Tirei o dedo e afastei-me. Continuava a movimentar a pélvis, como se ainda estivesse a ser estimulada. Tentou fazê-lo com a mão. Não permiti.

 

A vingança é um prato que se serve frio e, se a sua estratégia passava por provar a si mesma que eu não lhe resistia, a minha passava por obrigá-la a resistir. Alguns segundos após ter deixado o meu adversário agonizar, levei o dedo indicador e o médio à sua boca onde foram recebidos sem resistência, saindo de lá lubrificados. O indicador foi colocado à entrada do sexo do meu oponente, enquanto que o médio o foi à entrada do botão de rosa. Uma ligeira pressão e deslizaram bem fundo. As costas arquearam. Continuava pronta a explodir. Iria sofrer de novo. Puxei os dedos e votei-a ao abandono. A sua cabeça movia-se da esquerda para a direita, um inquietude que só terminaria num orgasmo. Repeti o ataque, desta vez acrescentei uma língua e um clitóris à equação. Lambi, chupei, penetrei, rodei os dedos dentro daquele corpo maravilhoso e ele retribuiu. Uma enorme contracção apertou as minhas armas, ornamentada por um grito, seguida de um distender alagado em suco orgástico. Retirei-me suavemente, notoriamente causando ainda prazer. Os últimos cartuchos da batalha eram queimados.

 

 

A vitória satisfez-me. Estávamos agora empatados. Esta tinha sido uma batalha ganha. O meu adversário, após retumbante vitória, sucumbia agora aos meus pés. É certo que usei tácticas pouco honrosas. Privei-o da sua visão e torturei-o. Mas esta guerra tinha apenas uma regra: prazer. E essa, eu tinha cumprido. Mas como terminaria a guerra? Quem seria mais forte na próxima batalha? Estaria algum dos oponentes capaz de vencer?

 

(to be continued...)

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publicado às 22:04


Internacionalização (parte 2)...

por Tomates e Grelos, em 15.12.12

Dirigimo-nos ao meu quarto que de longe não tinha nada. Tudo não passava de um jogo que ela demonstrava muito prazer em jogar. Todas aquelas insinuações aparentemente inocentes de parte a parte, tinham um cariz puramente sexual. Não resisti a mergulhar a minha língua na dela, assim que a porta do elevador se fechou. A resposta não tardou e correspondeu com a sua, tornando o ardente beijo num bailado lingual, molhado e sôfrego.

 

 

Quando as portas do elevador voltaram a abrir, já estávamos completamente recompostos, como dois profissionais a discutir o futuro das suas relações comerciais. Essa aparente paz durou até a porta do quarto se fechar atrás de nós. Despimo-nos com pressa. Parecia que algo de terrível tinha acontecido e tínhamos de ser rápidos, vestir e sair dali, só que no sentido inverso. Podíamos finalmente sentir a pele um do outro. O meu sexo quase duro, roçou na sua pele macia, por entre novo beijo ofegante, interrompido por um olhar profundo e uma mão que o segurou. Puxou-me como se de uma coleira se tratasse, até se sentar na cama e o ter ao alcance da sua boca. Abriu os lábios e recebeu aquele pau enquanto me fitava sem interrupção desse canal que tanto prazer me estava a proporcionar.

 

 

Endureci dentro daquele local húmido e quente, apoiado numa almofada de língua que mais parecia uma esfregona, tal era a forma como deslizava pelo meu mastro. Estava verdadeiramente excitado e ala sentia-o. Tive a sensação que quanto mais me excitava, mais prazer ela sentia. Ouvia-a gemer enquanto devorava aquele gelado quente, enquanto dois dedos seus se perdiam de vista dentro do seu sexo. Que tesão. Que mulher. Que prazer. Ela viu como estava excitado e em vez de abrandar, dosear o prazer, intensificou-o. Contive-me para não me vir. Como se se sentisse ofendida ou apenas desafiada, envolveu-me de tal forma na sua saliva, em toda a amplitude do meu sexo, enquanto uma mão brincava com as minhas bolas como se de berlindes se tratassem, já despreocupada com o seu próprio sexo, que não tive alternativa senão render-me. Hasteei a bandeira branca e submeti-me à sua vontade. Libertei uma valente golfada de sémen na sua boca. Vi nos seus olhos uma expressão de vitória. Seria mais um que não tinha resistido aos seus encantos. De imediato, nova golfada, e outra de seguida. Um valente chupão na cabecinha fez-me contrair e soltar um grito de prazer, impotente perante tal mestria. Deslizou por completo naquele baluarte caído, espalhando o néctar que dele brotava, agora em quantidades cada vez menores. Quando terminou, deixou o campo de batalha molhado, mas limpo.

 

 

Precisei de alguns segundos para voltar a mim. Parecia estar a acordar de um sonho, voltando penosamente à realidade. Realidade que me fez acordar daquele hipnotismo e tomar consciência que agora era a minha vez. A próxima batalha tinha de ser minha. Avaliei as armas que tinha disponíveis. O meu orgasmo tinha sido demasiado intenso pelo que penetrá-la estava fora de questão. Pelo menos durante os próximos minutos. Podia recorrer aos dedos, pensei, mas rapidamente desisti. Ela ganhou no seu campo, com as suas armas. Agora iria perder no meu campo, com armas idênticas.

 

(to be continued...)

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publicado às 17:30


Internacionalização (parte 1)...

por Tomates e Grelos, em 14.12.12

Amesterdão. Há algum tempo atrás. O dia já ia longo, as apresentações sucediam-se. Começava a ficar genuinamente fatigado com tantos contactos e com tanta repetição das mesmas explicações e demonstrações. Não era nada a que não estivesse habituado mas, não deixava de ser cansativo.

 

 

Já só pensava em subir ao quarto, tomar um banho, descansar um pouco, mudar de roupa, quando se aproxima mais um potencial cliente. Mas este cativou a minha atenção. Era uma senhora, na casa dos trinta e muitos anos, vestida de perfil profissional, com um colega de trabalho. Era alta, bonita, pernas longas, e a minha libido desperta sempre quando vou para fora. Mas como estava ali em trabalho e aquele era um momento para profissionalismo, contive-me.

 

 

 

Cumprimentei-os, expliquei o que estava ali a apresentar e, pediram-me uma demonstração do produto. Ávido de criar mais um cliente, assenti de pronto. Sentaram-se ambos junto à mesa do stand, para o qual tinham disponibilizado apenas duas cadeiras, o que fez com que eu ficasse de pé. Não era confortável nem prático mas, não ia deixar os potenciais clientes em pé. Além disso, as incómodas circunstâncias, rapidamente se tornaram bastante agradáveis quando os meus olhos pousaram do decote da senhora. Não me tinha apercebido como era avantajado anteriormente, talvez porque ela era efectivamente alta e o decote não era ousado. No entanto, estando eu numa posição elevada, podia apreciar com privilégio, como aquele peito guloso criava um leito volumoso entre ambos os seios. Não conseguia desviar o olhar de tal cordilheira, provocadora, hipnotizante.

 

 

 

Ao mesmo tempo que demonstrava os meus produtos, perdia o olhar naquela mulher que despertava em mim um animal selvagem que com certeza saltava no meu olhar. Quer fosse assim ou não, mantive a postura e não fiz nenhum gesto que me denunciasse...excepto o olhar. Comia-a com os olhos e fazia questão que ela o soubesse. Ela não se pareceu incomodar. Despedimo-nos de forma profissional e comecei a elaborar um plano para a seduzir.

 

O jantar era volante, o que se adequava perfeitamente ao que tinha planeado. Depois de cruzarmos olhares e um cumprimento distante acompanhado por um sorriso, aproximei-me. Começámos a conversar, fazendo de conta que tínhamos negócios a discutir. A verdade é que estávamos apenas à procura de um pretexto para nos conhecermos. Convidei-a para ir até ao bar, tomar um café e continuar a conversa que fluía calma e agradavelmente. Ela assentiu de pronto e, já mais confortáveis e descontraídos num sofá, começámos a desviar a conversa para temas mais pessoais. O plano estava a resultar!

 

 

Tinha um olhar penetrante. Perguntei-me se não estaria a ser vítima do meu próprio veneno. Um cruzar de pernas insinuado, lento e provocador, revelou que sim. Senti-me excitar por dentro. A minha linguagem corporal evidenciava-o sem engano. Ela percebeu-o e tratou de a exteriorizar. Conseguiu. Senti o meu sexo avolumar-se dentro das calças. Tinha de a possuir!

 

Perguntei-lhe:

- Do you want another drink?

- Yes please. Can I have one of those little ones?

- Little ones?

- Yes. One of those small bottles.

 

Percebi de imediato as suas intenções. Não que não tivesse já percebido o seu interesse mas, agora era declarado.

 

- Sure. I think I have a couple of them in my room's mini-bar. But it's on the other side of the hotel. It will take me ages to go there and back. Would you make me company along the way?

- Why not?... Since you've asked so nicely...

 

(to be continued...)

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publicado às 20:36


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