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Um duche demorado...

por Tomates e Grelos, em 27.11.12

A luz invade os meus olhos e esforço-me para não os abrir...não quero...quero lutar com a cama e perder! O combate começa renhido. A cama ganha o primeiro round com uma facilidade incrível. O segundo assalto é mais complicado. A mente está demasiado desperta para deixar a cama levar a melhor e vence a modorra do corpo. O meu braço vê-se forçado a mover-se mas, fá-lo por uma boa causa, procurar-te. Estende-se pelos lençóis fora e percebe que não estás. Onde foste? Indaga a minha mente que, apesar de ter vencido a batalha, ainda não se encontra na sua melhor forma.

 

 

Vagueio em busca da tua figura, denunciada pelo ruído molhado da água a correr. Estás no banho! Celebra fugazmente a minha mente tão pequena e insignificante vitória. Pequena e insignificante mas, com o condão de a despertar. Como uma lâmpada, uma ideia luminosa toma forma. Apresso-me a colocá-la em prática. Dispo-me da roupa de dormir e mergulho nas águas onde te encontras. Estás de costas mas claramente já tomaste consciência da minha presença. Sem esboçar um som, tomo conta de ti. És minha e sou eu que te vou banhar. Começo pelos teus cabelos. Não tenho pressa. Este momento é teu e quero levar-te lá lentamente. Massajo-te a cabeça como um encantador tenta seduzir uma serpente a fazer o que ele deseja.

 

 

O gel de banho escorre-te pelas costas, apenas para ser colhido pelas minhas mãos que, criaram a situação apenas para se aproveitarem dela. As minhas intenções são boas, mas o meu egoísmo permite-me tirar prazer ao proporcioná-lo. Estás tensa. Mereces uma massagem. Uma massagem é-te oferecida sem perguntas e sem respostas. Um par de mão vagueia pelas tuas costas e sobe até aos teus ombros. Há algo mais que te massaja. Além de um par de mãos que, delicadamente espalha um aroma pelos teus ombros, algo te toca entre as nádegas. Algo suave mas enrijecido, atrevido. Não. A minha inveja não me desvia do caminho traçado. As tuas nádegas são minhas mas apenas das minhas mãos. São minhas para acariciar. São minhas para sentir. Para tu sentires. Para sentires como as aperto. Para sentires como as abro e alcanço o seu interior. Dedico-me pormenorizadamente ao teu botão de rosa, que faço questão de limpar...lavar...ou mais honestamente, estimular. Tenho todo o cuidado do mundo para não atingir o teu sexo. Ainda não quero "lavar" o teu sexo. Mas quero que saibas que estou a caminho.

 

 

 

Continuo o meu percurso pelo teu corpo que, linearmente me leva às tuas coxas. Gosto das tuas coxas. São cheias e firmes. Sinto mais uma vez a inveja apossar-se de mim. Resisto, relutantemente. Como posso não sucumbir, quando estou no interior das tuas pernas, que te levei a afastar sob o ignóbil argumento de que preciso alcançar cada centímetro, cada recanto, para melhor cumprir a tarefa de te dar banho. Ambos conhecemos a realidade. Ambos sabemos que te quero provocar. Que quero estar perto do teu sexo. Não me coíbo de "limpar" mais um pouco o teu botão de rosa. Faço tudo o que puder para aceder às tuas zonas mais erógenas.

 

Percorrida que está toda a zona posterior da escultura viva que é o teu corpo, ergo-me para me aproveitar de ti de novo. O meu corpo colado ao teu, mostra-te o quanto me excitas. Procuro os teus seios para completar a agradável tarefa em mãos. Perco-me neles e demoro muito mais do que o tempo necessário. Tens um peito guloso e arrebitado, mesmo como eu gosto.

 

 

Prossigo pelo teu ventre, que acaricio com deleite, em movimentos circulares, interrompidos por uma súbita mudança de direcção que me leva para Sul. Estás depilada, o que faz com que a minha mão deslize facilmente. Detenho-me. Quero encarar-te de frente e dedicar-me em exclusivo aos teus lindos lábios. Rodo-te até estares frontalmente virada para mim. Agacho-me. Estou agora cara a cara com essa tua zona que tanto prazer me proporciona mas, é altura do prazer ser todo teu. Começo por afastar-te as pernas de forma a expor toda a tua beleza sexual. Tens uma ratinha linda. Dedico-lhe toda a minha atenção, tocando ao de leve...esfregando lentamente...fazendo de conta que a lavo...ambos sabemos que não é isso que estou a fazer. Dirijo o meu dedo para o centro, entre os teus lábios. Movimento-o desde teu rabo até ao teu clitóris...uma e outra vez...e outra...e outra... Mudo de estratégia. Com o meu polegar invertido, massajo-te o clitóris com uma mão, enquanto a outra percorre o teu corpo em carícias suaves. Esperava mais...não te detecto prazer e isso incomoda-me. Percebo que não está a resultar e, como se nada fosse, continuo a minha auto-proposta missão. Primeiro as tuas pernas. Depois os teus pés. Prolongo-me particularmente nos teus pés. São lindos, macios e imagino que gostes de uma boa massagem. Resta-me o amaciador, para deixar o teu cabelo sedoso e brilhante. Completo o banhando-te com o chuveiro quase colado à pele, ele próprio uma massagem por si mesmo.

 

Não sei onde falhei...não sei se falhei...mas incomodou-me...não estou habituado

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publicado às 23:08


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