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Estarão os homens extintos?...

por Tomates e Grelos, em 22.12.15

Se por um lado se pode justificar a poligamia com a genética humana, o mesmo talvez não seja válido para homens de barba rija. Sim, barbas estão na moda mas, na maior parte dos casos são molezinhas, meros pêlos na venta de quem pensa ter o calibre de um Variações. Cheira-me até que a maior parte dessas "crianças" nem sabe quem foi Variações mas, feliz deles que têm o Google desde que nasceram. Adiante. Nos primórdios da evolução, o macho mais atraente era o mais forte, aquele que podia cuidar melhor da fêmea e garantir-lhe segurança e alimento. Tais predicados eram reconhecidos como factores que influenciam o sucesso em foder, sendo que foder implicava a perpetuação da espécie. Evoluímos, é certo e, hoje damos valor a outras coisas como o carinho, a entreajuda, o companheirismo, o humor, os gostos, etc. Pese embora a valorização de tais características, até que ponto ainda somos influenciados pelo instinto da procriação? Cheira-me que não somos, pois esta malta nova é toda uma cambada de choramingas. É vê-los chorar nos reality-shows de música (?!?!?!?!), a chorar por serem gordos ou mesmo amedrontados perante terem de depenar uma galinha. Cresçam criançolas. Cresçam. Se acabasse a Internet, vocês não duravam um dia! Homem que é homem sabe usar as mãos, faz fogueiras e caça o que come. Ok, ok...exaltei-me mas, a verdade é que esta malta nova é demasiado...sei lá...tenrinha...vão-se abaixo perante o primeiro obstáculo. Talvez a geração anterior dissesse o mesmo de nós e estejamos condenados enquanto espécie, talvez eu seja de outro tempo, talvez pense diferente, ou talvez as gajas gostem de gajos sensíveis, putos chorões de barba, facilmente confundidos com homens.

 

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publicado às 09:05


Eu armado em Alfred Kinsey...

por Tomates e Grelos, em 21.12.15

Tenho debruçado o meu pensamento sobre a monogamia. Entendo que tenha acabado de vos deixar boquiabertas mas, como não sou gajo de de descartar aquilo que desconheço, a verdade verdadinha verdadeira é que, tal como todos os outros seres utópicos que por aí andam, antes de chegar à inevitável conclusão, lição tirada a ferros dos ensinamentos da vida, ainda questionei todo o meu ser sobre a possibilidade do ser humano estar ou não preparado para a monogamia. Vejamos.

Pressupõe-se, na nossa sociedade que, a relação amorosa entre duas pessoas deve ser exclusiva. Quer isso dizer que elas estão limitadas, por um acordo não verbal mas moral, intrínseco à natureza da relação, a não se envolverem romântica ou sexualmente com outrem. Recuemos. Em tempos idos, acredito que pudesse existir alguma percentagem de seres mágicos, da categoria dos unicórnios, que olhasse para uma mulher apenas com o intuito de a amar em sentimento. O acesso entre géneros era limitado e altamente vigiado, o que dificultava a tarefa. Seria possível, e coloco essa hipótese, que, ao encontrar a mulher dos nossos olhos, houvesse um sentimento romântico crescente que se transformaria mais tarde em amor. Era possível. Por outro lado, essa dificuldade no acesso às mulheres, também fazia com que os paizinhos levassem os filhos às putas, para saberem o que é estar com uma mulher e, em muitos casos, para lhes acalmarem os ânimos, se é que me faço entender. Ora, até numa época em que se pode considerar que o romantismo vivia períodos áureos e que o que nos movia era uma força maior que o desejo sexual, as necessidades físicas tinham de ser saciadas. Pior! A deusa, a mulher da nossa vida, aquela que tanto namorámos, aquela por quem nos encantámos ao ponto de casar sem provar, ficava, no melhor dos casos, num pedestal, acabando por definhar sexualmente, pois a minha mulher não faz certas coisas, isso são as putas e, quando quero isso, vou às putas, enquanto a minha estimada esposa fica em casa, a tratar dos catraios, que um dia hei-de levar às putas. Avancemos.

Revolução social, emancipação, pílula, promiscuidade, tudo muda. Passa a ser aceitável, e desejável, que se prove a fruta antes de a adquirir. A receita para uma relação saudável, perdão, casamento, é alterada e começa a ter em consideração o ingrediente "sexo". Os casais começam a morar juntos antes de se unirem em matrimónio a há um número crescente daqueles que nem sequer chegam a consumá-lo, nem na igreja nem no cartório. São criadas as uniões de facto. Poder-se-ia pensar que isso tem a ver com a monogamia, ou antítese dela mas, não. Essa nova realidade continua a pressupor que existe monogamia, o auto-denominado respeito pela relação. Curiosamente, com a diminuição do número de casamentos, os divórcios aumentam. Não deveria ser ao contrário? Não serei redutor ao ponto de achar que todos se resumem à quebra desse vínculo sagrado de só amar de forma carnal uma mulher de cada vez mas, olhem que não deve ser grande a diferença. Recuemos ao início.

Qual é o objectivo de cada espécie? A reprodução. Como pode uma espécie reproduzir-se? Sexo. Sim, eu sei que há espécies animais monogâmicas mas, mesmo nessas espécies, o objectivo da monogamia continua a ser a perpetuação da espécie e o assegurar de continuidade da descendência. Confusos? Vejamos o caso dos pinguins-imperador, espécie monogâmica que até divide as tarefas "domésticas". A visão romântica levar-nos-ia a assumir que estes animais são moralmente mais evoluídos que nós. Errado! A visão realista, diz-nos que, sem o empenho de ambos, o filhote não sobreviveria ao frio. Assim, um progenitor fica a cuidar e a proteger o filho, enquanto o outro vai buscar alimento. Se ao invés, o macho fosse copular com outras fêmeas, não haveria descendência. Esclarecida a monogamia animal, voltemos ao animal racional. Nós, como a maioria dos animais, temos mais hipóteses de perpetuar a nossa linhagem, acasalando como maior número de fêmeas possíveis. Será isso que nos move? Não creio. Enquanto seres inteligentes, há muito que descobrimos o prazer do sexo, e esse é, para mim, o factor chave da poligamia. Sabemos que o sexo nos dá prazer e gostamos desse prazer e, mesmo numa época pós revolução sexual, continuamos a insistir no romantismo do sexo. Acredito que o sexo com amor pode ser ainda mais prazeroso? Sem dúvida! Acredito que se pode amar uma pessoa e mesmo assim não retirar o máximo de prazer sexual dela? Também. Acho, sinceramente que, pode existir amor sem sexo e sexo sem amor. Acredito que mais alto patamar de uma relação amorosa, é aquele em que o sexo é relegado para segundo plano. Imaginem uma ligação tão forte, em que o que une dois seres é um sentimento indescritível de cumplicidade, onde a atracção física não tem papel. Não quer dizer que não exista sexo nem desejo sexual, apenas não contribui para o sentimento. Se acreditam nisso, na existência desse nível de amor, então têm de acreditar na poligamia. Se o que me une a alguém não é sexual, porque hei-se eu sentir-me traído quando esse alguém tem prazer físico com outrem? É difícil de engolir, eu sei que sim mas, sabem que tenho razão.

 

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publicado às 09:55


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