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Virtualizações...

por Tomates e Grelos, em 09.12.12

Não tinha nada para fazer...estava sozinho...peguei no portátil, liguei a net e fui ver quem estava online. Comecei a falar com uma miúda que tinha metido conversa uns dias antes. Conversa vai...conversa vem..."o que gostas de fazer"..."onde costumas ir"..."livros"..."filmes"...sem saber bem como, o diálogo foi fluindo com bastante naturalidade - o que me agradou - passando de tema em tema como abelhas a saltitarem entre flores, até desembocar no sempre complicado SEXO.

 

Claro que não tem porque ser complicado mas, convenhamos que não é tema facilmente abordável com alguém que não se conhece. Acontece que neste caso, foi. Surgiu tão naturalmente como a Primavera após o Inverno ou o Dia após a Noite. Surgiu com ela dando a entender, muito tímida a princípio, que estava com vontade. Insisti que verbalizasse. Afinal de contas, qual o problema de ter vontade de fazer sexo? Concordo que não seja algo que se diga a um estranho, sem mais nem menos. Mas também penso que é mais fácil dizê-lo a um estranho que nunca se viu pessoalmente, do que a alguém com quem se convive mas não se tem grande à-vontade.

 

Após alguma insistência e argumentação, ela assentiu e libertou-se. "Quero sexo."..."Estou com fome."...escreveu ela. A conversa ali continuou, naquele campo, até começar a atingir uma proporção que nenhum de nós esperava. Revelei que aquela conversa sem consequência, estava a tomar forma dentro da minha mente e no meu corpo. A concordância foi total! Mais umas trocas de insinuações e provocações e, já estávamos a confessar a nossa vontade em nos tocarmos. Da revelação à concretização, passaram apenas algumas frases bem picantes e fogosas. Alguma troca de experiências e, subitamente estávamos a revelar o que faríamos naquele momento se estivéssemos juntos.

 

Confesso que os meus sentidos pediam um corpo, uma mão, um calor mas, dada a distância a que o meu objecto de desejo naquele momento se encontrava, foi a minha mão que tomou conta da ocorrência. Qual inspector da PJ, deslizou para o meu sexo, aferindo a sua dureza. Estava semi-duro. Confessei-lhe o meu estado. A resposta do outro lado não se fez esperar: "Estou molhada.". Ao saber do seu estado, deixei de resistir e baixei as calças e os boxers, expondo o meu sexo. Transmiti mais uma vez o que tinha acabado de fazer. "Eu já estava despida.", disse-me ela. Comecei a acariciar-me, enquanto trocávamos uma experiência sexual virtual:

- Beijava-te o pescoço...descia pelo peito...

- Acaricia-te o sexo...avaliava a tua dureza...

- Expunha-te os seios para meu deleite...massajava os teus mamilos com a minha língua...

- Procurava o teu sexo e sentia-o endurecer na minha boca...sorvia a tua excitação...

 

No meio de tanta provocação, já a minha mão abraçava o meu membro duro e erecto, em movimentos verticais de masturbação pura. Fiz questão de lho dizer. Queria que ela partilhasse aquele momento comigo, apesar da distância. Do outro lado, veio a descrição:

- Tenho os dedos encharcados...estás a deixar-me louca...estou a penetrar-me com os meus dedos.

 

Nunca tal me tinha acontecido. Como era possível estar excitado com uma mulher apenas com as coisas que ela confessava. Naquele momento, nem considerei a hipótese de não ser uma mulher, ou de não ser a mulher na foto apresentada no chat. O mesmo valia para quem estava do outro lado. A verdade é que estávamos ambos entregues a um prazer partilhado com quilómetros de distância.

 

Estávamos de tal forma embrenhados que, começámos a definir que tínhamos de nos vir. Ela disse-me que estava quase. Eu também. Mais descrições:

- Se estivesses aqui, tinhas de me chupar. Só depois de me fazeres vir é que te penetrava, dando-te todo o prazer que conseguisse.

- Adoro chupar. Chupava-te todo até me dares leitinho e te deixar descansado. Descansado para depois me comeres sem pensares em te vires.

- Gosto da tua maneira de pensar. Comia-te por trás, enquanto te tocavas.

- Adoro! Mas tinhas de comer-me com força. Fazeres-me sentir desejada.

- Com todo o prazer! Estou tão duro. Deixaste-me louco.

- Estou muito excitada. Quero-me vir...

- Vem-te! Venho-me contigo.

- Hmm...sim...

- Isso...vem-te...vem-te para mim.

- Sim...sim...vem-te comigo...

- Vou-me vir!

- Estou-me a vir...estou-me a vir..ahhhhh...sdyuhdddad

- Hmmmmmmmmmmm...que bom...ahhhhhh

 

O resultado foi um orgasmo intenso, pleno de néctar na minha mão, resultado das palavras daquela mulher do outro lado do PC, que me excitou ao ponto de eu me tocar. Algo que eu nunca tinha experienciado ou sequer assumido possível. Parece que a mente leva mesmo a melhor sobre o corpo. Recebi do outro lado o mesmo tipo de pensamento apesar de ela ter confessado que já o havia feito com um namorado mas nunca com um desconhecido. Teria sido muito estranho se estivéssemos frente-a-frente naquele momento, coisa que só veio a acontecer mais tarde...da qual vos falarei depois.

 

E vocês? Gostam de experiências virtuais?

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publicado às 21:12


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